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domingo, 2 de setembro de 2012

O MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO NO RIO DE JANEIRO E O TRATAMENTO DISPENSADO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.

O MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO NO RIO DE JANEIRO E O TRATAMENTO DISPENSADO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.

Por Bárbara Parente.

Fico pensando como um cadeirante consegue exercer sua cidadania na cidade de São Gonçalo. Será que sua cidadania é respeitada?

Utilizo São Gonçalo como caso concreto, por ser a minha cidade ( quer dizer, moro nela), porque se fosse minha mesmo, com certeza este DIREITO seria respeitado.

E veja que o cadeirante em grande parte tem somente como restrição o fato de não ter mais como andar por suas pernas e de forma alguma isto está concatenado com o fato de restringir o seu direito basilar assegurado na Constituição que é o direito de ir e vir.

Desenho Universal é algo que acredito que São Gonçalo nunca ouvir falar.

Infelizmente São Gonçalo possui calçadas com buracos, estreitas ou simplesmente inexistentes. As poucas calçadas existentes fazem com que  as pessoas precisem competir com os carros estacionados sobre elas.

Para as pessoas que tem as suas pernas funcionando a todo vapor, estas podem até fazer a gentileza, o favor de gingar o corpo para lá e para cá e passar por entre o espaço quase inexistente deixado pelo carro. E olha que segundo o Código de Trânsito, o veículo maior deve ter cuidado com o veículo menor, até chegar ao pedestre. Parece ironia isto aqui na minha cidade! Rs.

Mas e a pessoa que utiliza a cadeira de rodas?Que no lugar das suas pernas para se locomover utiliza as rodas da cadeira? Como faz para andar nas calçadas de São Gonçalo? Simplesmente não faz ou anda pelas ruas, como se carro fosse!

Isto é muito grave! Estou focando aqui nas pessoas com deficiência, mas vai muito além. Perpassa pela pessoa idosa, pelos pais que andam com suas crianças nos carrinhos, enfim, foco neste texto as pessoas com deficiência por alguns motivos que são:

·         A insistência de algumas pessoas (graças a Deus não são todas) em fazer as pessoas com deficiência serem “invisíveis”;

·         A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, esta incorporada ao nosso ordenamento jurídico com status de Emenda Constitucional.

·         O grave erro que é pensar que pessoa com deficiência é digna de pena, que é uma pessoa acamada, pessoa incapaz, que não sai, não passeia, não trabalha, não estuda, não produz, não, não, não,... É tanto não que a cidade de São Gonçalo dá as pessoas com deficiência que eu não sinto pena das pessoas com deficiência, como muitos (infelizmente) ainda sentem. Na verdade, sinto pena da minha (?) cidade. A cidade de São Gonçalo sim é digna de pena!

Muitos neste momento podem pensar: “Nossa! Que pessoa “cri-cri” é esta? Ela não deve ter carro e não sabe a dificuldade que é estacionar(de forma correta) em São Gonçalo.”

Realmente, estacionar em São Gonçalo é muito difícil (começo a pensar que tudo em São Gonçalo é muito difícil), são poucas as chamadas vagas certas que são mais em conta (existe isso em São Gonçalo?) e os estacionamentos são muito caros. Falo isto com propriedade, pois tenho carro e passo pelas agruras que é estacionar na minha cidade. Fico triste com isto, me sinto explorada, quase que punida por ter carro!

São várias as agruras pelas quais as pessoas com deficiência passam em São Gonçalo, principalmente na área da saúde e da educação, mas estas meus amigos, contarei na próxima oportunidade.

Bem, acho melhor parar de chamar São Gonçalo de minha cidade... Melhor não, afinal de contas antes de ser Gonçalense, sou Brasileira e como tal, NÃO DESISTO NUNCA!

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