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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Inclusão Escolar.

    Não tenho a pretensão de ensinar aos professores, como ministrar o conteúdo programático a uma criança com deficiência, mas sim sensibilizá-los quanto a necessidade disto. A ideia é que a inclusão aconteça de fato e de direito.
    Atualmente, encontramos locais onde a integração (percebam que não estou falando nem de inclusão),  acontece apenas pelo fato de ser um direito adquirido, com respaldo legal. Em muitas escolas, apenas pelo medo, pelo poder coercitivo é que acontece a integração e não a inclusão. Muitas vezes, as crianças ficam jogadas dentro de uma sala de aula, em um canto da sala sem nenhum auxílio, quando muito, pedem para alguém (e muitas vezes esta pessoa não é um professor), para ficar ao lado da criança com deficiência e esta postura não é nem com o intuito de educa-la, e sim de não permitir que a criança com deficiência atrapalhe o “bom andamento da aula”, como se as pessoas não fossem eterna fonte de aprendizado. Digo isto, pois particularmente já vivi isto. Meu filho ficava deitado no chão no canto da sala, enquanto seus coleguinhas estavam sentados nas cadeiras fazendo seus trabalhinhos. E sabe quem auxiliava o meu filho? Pasmem! A faxineira! Nada contra esta pessoa que na minha ausência e falta de comprometimento da escola, auxiliava o meu filho na medida do possível. Apenas digo isto, porque não era uma pessoa preparada para tal feito.
   Mas neste contexto afirmo que esta faxineira estava mais preparada para a inclusão do que a própria professora que ignorava o meu filho e transferia a sua obrigação de ensinar a quem quer que seja. Esta faxineira dispensou ao meu filho a possibilidade de inclusão que ela conhecia, pois ela, a faxineira e não a professora tentava ensinar o exercício ao meu filho, bem como o levava para brincar no parquinho com as outras crianças e com que alegria ela me contava e mostrava como o meu filho fazia nestes momentos. Enquanto aquela, a professora, que estudou, que se preparou para tal demanda, sequer percebia o meu filho. Por isso, muito mais que a inclusão como imposição da lei, devemos atentar para a diversidade humana, o aprendizado na diversidade e principalmente, ninguém sabe o dia de amanhã.
  Sei também que existem professoras que são comprometidas com TODAS as crianças e que por isto em algumas escolas a inclusão acontece. Meu muito obrigada a estas professoras e espero que estas se multipliquem.

9 comentários:

  1. Querida filha, como não poderia ser de outra forma, o seu (nosso) BLOG, será um sucesso, com milhares de seguidores. Parabéns!
    Jorge Alberto Corrêa Parente

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  2. Legal sua iniciativa. Desejo sorte e perseverança na caminhada. Tenderá a ser longa! Abs

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  3. Difícil mensurar a grandiosidade desta manifestação de cidadania e de solidariedade com a propositura do debate sobre a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade brasileira, carente de iniciativas como esta. O Blog "Conversando sobre inclusão" estimula as reflexões sobre a dignidade da pessoa humana no que concerne a inserção das pessoas com deficiência na sociedade e acesso aos serviços e locais públicos. Ressalto, ainda, não tratar-se de tolerância ou bondade das pessoas e das autoridades do governo no processo de inclusão, mas sim direito líquido e certo amparado pela legislação nacional e internacional.

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  4. Veja o q escrevi sobre Mediação escolar para o conselho de Fono

    http://blog.crefono1.gov.br/

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  5. Sou mãe da Natalia portadora de Síndrome de Down,ela tem 7 anos.Desde os 10 meses já foi pra creche,porque na época eu trabalhava e eu achava que desde cedo tinha que manter contato com outras crianças.Depois ela foi pro emei e depois pra escola.Aí os problemas começaram...Coloquei ela numa escola normal do estado.Pois passou o ano todo a professora ou o diretor me chamando na escola.Uma hora porque alguma criança bateu nela outra porque caiu,outra porque dormiu,outra porque fez xixi na roupa.Sem contar que diminuiram as horas pra ela ficar na escola porque eles diziam que ela ficava muito cansada.Enfim,não gostei e procurei uma vaga numa escola Especial.Eu acho que as escolas,principalmente as públicas não tem estrutura e profissionais capacitados pra lidar com essa situação.Por isso esse ano ela vai estudar numa escola especial;a Abads (antiga Pestallozi).Eu espero que ela consiga se alfabetizar e possa aproveitar todas as chanches que lá terá,porque é uma das escolas Especiais mais capacitadas pra lidar com deficiência.Bom, quem sabe um dia nossos políticos possam pensar nos deficientes,dando capacitação e talvez até uma matéria a mais no currículo dos nossos professores pra poder assim chamar-mos de inclusão.

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  6. Oi, Bárbara, sou Vanessa Martins, adorei o texto tinha lido por e-mail que chegou a mim pela rede. Mas entrei no seu blog pra conferir os outros.
    Primeiramente gostaria de parabenizá-la pela iniciativa. Muitos se comovem com este assunto, mas poucos fazem alguma coisa. E a iniciativa do blog é fazer alguma coisa, é tentar mostrar ao mundo que a questão da inclusão está além dos livros científicos de pedagogos e médicos, é uma realidade latente que precisa ser absorvida por toda a sociedade.
    Não sou pedagoga, mas fui criada por uma, que também se preocupa bastante com essa questão.
    Ah, me adiciona no seu e-mail, porque gostaria de mandar um vídeo interessante, é espiritualista, não sei se você gosta do assunto, mas com certeza irá gostar desse vídeo. Que fala sobre essas mães guerreiras, assim como você deve ser uma.
    nessavmartins@hotmail.com

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  7. Oi parabéns pelo blog sou mamae da Yasmin q tem 10 anos e tem síndrome down .

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  8. Parabéns pelo blog, estou cursando Pedagogia, e realmente me interesso pela inclusão não apenas por ser uma matéria obrigatória do currículo, mas porque desejo um mundo melhor onde as pessoas não sejam julgadas pela aparencia física. Creio que todos temos um potencial ilimitado, que só precisa ser estimulado, uns aprendem mais rápido outros demoram um pouco mais. Temos sim diferenças porque afinal ninguém é igual a ninguém. As pessoas precisam enxergar que temos muito o que aprender c/ a inclusão, essas pessoas são guerreiras pois vencem uma batalha a cada dia, a cada minuto. enfrentam o preconceito e continuam a luta sem desistir.

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  9. Excelente o Blob. Continue lutando. abç
    Prof MSc SERGIO CASTRO

    Univ Estacio de Sa RJ

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