Pesquisar este blog

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Diferenças.

       Muito provavelmente, já ouvimos a seguinte afirmação: “Os dedos das mãos não são iguais aos dos pés.” É, realmente eles não são iguais mas mesmo assim fazem parte do mesmo corpo.

       De posse desta afirmação, faço analogia as pessoas que também diferem umas das outras e mesmo assim, com estas diferenças, TODAS são possuidoras dos mesmo direitos e deveres.

       Então, aproveito para provocar uma reflexão com a seguinte pergunta:

       Se TODOS (TODOS está propositalmente colocado com letras maiúsculas para dar a real dimensão da amplitude desta palavra, como explica a autora Cláudia Werneck) possuímos conhecimentos suficientes para sabermos que somos TODOS diferentes e que mesmo com estas diferenças (que por sinal é muito saudável), TODOS são possuidores dos mesmos direitos e também dos mesmos deveres, porque então não tratamos os deficientes igualmente?

      Utilizo esta pergunta para aproveitar dos sábios ensinamentos do grande jurista Ruy Barbosa quando este explicou que nós devemos tratar desigualmente os desiguais a medida que estes se desigualam.

       Oba! Olha aí o equilíbrio da justiça! E olha que a nossa legislação para pessoas com deficiência é considerada uma das melhores do mundo! Se é assim, porque então não funciona?

       Penso eu que é por preconceito, por achar que nunca vai acontecer com a gente ou com alguém próximo. Uma pena! Pessoas que pensam assim são dignas de pena e não os deficientes que são. É triste ver que pessoas não conseguem entender a diversidade e que TODOS fazem parte da mesma condição humana.

       E aí, termino este artigo com o início deste, para que entendamos que TODOS precisam de TODOS e que a vida é cíclica, como brincadeira de roda, onde TODOS devem dar as mãos.

       Muito provavelmente, já ouvimos a seguinte afirmação: “Os dedos das mãos não são iguais aos dos pés.” É, realmente eles não são iguais mas mesmo assim fazem parte do mesmo corpo.

Inclusão Escolar.

    Não tenho a pretensão de ensinar aos professores, como ministrar o conteúdo programático a uma criança com deficiência, mas sim sensibilizá-los quanto a necessidade disto. A ideia é que a inclusão aconteça de fato e de direito.
    Atualmente, encontramos locais onde a integração (percebam que não estou falando nem de inclusão),  acontece apenas pelo fato de ser um direito adquirido, com respaldo legal. Em muitas escolas, apenas pelo medo, pelo poder coercitivo é que acontece a integração e não a inclusão. Muitas vezes, as crianças ficam jogadas dentro de uma sala de aula, em um canto da sala sem nenhum auxílio, quando muito, pedem para alguém (e muitas vezes esta pessoa não é um professor), para ficar ao lado da criança com deficiência e esta postura não é nem com o intuito de educa-la, e sim de não permitir que a criança com deficiência atrapalhe o “bom andamento da aula”, como se as pessoas não fossem eterna fonte de aprendizado. Digo isto, pois particularmente já vivi isto. Meu filho ficava deitado no chão no canto da sala, enquanto seus coleguinhas estavam sentados nas cadeiras fazendo seus trabalhinhos. E sabe quem auxiliava o meu filho? Pasmem! A faxineira! Nada contra esta pessoa que na minha ausência e falta de comprometimento da escola, auxiliava o meu filho na medida do possível. Apenas digo isto, porque não era uma pessoa preparada para tal feito.
   Mas neste contexto afirmo que esta faxineira estava mais preparada para a inclusão do que a própria professora que ignorava o meu filho e transferia a sua obrigação de ensinar a quem quer que seja. Esta faxineira dispensou ao meu filho a possibilidade de inclusão que ela conhecia, pois ela, a faxineira e não a professora tentava ensinar o exercício ao meu filho, bem como o levava para brincar no parquinho com as outras crianças e com que alegria ela me contava e mostrava como o meu filho fazia nestes momentos. Enquanto aquela, a professora, que estudou, que se preparou para tal demanda, sequer percebia o meu filho. Por isso, muito mais que a inclusão como imposição da lei, devemos atentar para a diversidade humana, o aprendizado na diversidade e principalmente, ninguém sabe o dia de amanhã.
  Sei também que existem professoras que são comprometidas com TODAS as crianças e que por isto em algumas escolas a inclusão acontece. Meu muito obrigada a estas professoras e espero que estas se multipliquem.